Origem de São Joaninho
São Joaninho é uma freguesia portuguesa do concelho de Santa Comba Dão, com 8,66 km² de área e 1 184 habitantes (2001). Densidade: 136,7 hab/km².
Terra antiquíssima, com referencias em documentos do período do Visigótico, publicados nos Portugaliae Monumenta Histórica, Diplomata et Chartae. São duas cartas de doação do século X.
Uma de 974, assinada pelo senhor desta região Oveco Garciani:
“Eu, servo de Deus, Oveco Garciani, no pleno uso das minhas faculdades, (…) ofereço (ao Mosteiro de Lorvão), para bem da minha alma e dos meus defuntos, em primeiro lugar a vila de Santa Columba com seus vilares(…) o limite de referida vila e seus vilares passa pela arca (anta ou sepultura) que está perto do fontão (ribeiro) entre S. João e vai pela que divide o termo de Treixedo onde passa a via antiga (estrada romana)(…).”
Outra de 985, assinada pelo poderoso senhor Munício Gonçalves:
“Eu, Munício Gonçalves(…) dou e ofereço (ao Mosteiro do Lorvão), metade da minha vila que chamam de Santa Columba (…)e confronta com a vila de Alvarim(…) até ao Criz, com o Mosteiro de S. Jorge e do outro lado com S. João, e por aquele fontão vai pelos montes e confronta com a vila de Treixedo(…).”
Podemos sem dúvida falar de uma presença crista nesta área geográfica, antes do século X, já que são referidas doações de bens com fins espirituais e lugares de culto com edificações para a permanência de Monges, que cultivavam e ensinavam a cultivar a terra. A imagem inicial do padroeiro de S. João Baptista seria bastante pequena, pelo que, o povo começou a chamá-lo S. Joaninho, nome que perdurou. Como podemos constar, os referidos documentos falam de S. João e outros lugares, quando fazem a descrição dos limites da “villa de Santa Comba”.
Esta freguesia, situada no norte do concelho, pertenceu ao Couto de Mões da família de Egas Moniz e mais tarde, durante a baixa Idade Média, ao bispado de Coimbra, como nos mostram documentos de 1320.
Fez parte do concelho do Couto de Mosteiro até à sua extinção, em 1836, e da comarca de Tondela. Depois, foi integrada no concelho e comarca actuais. Em 1881, passou da diocese de Coimbra, para a diocese de Viseu.
O património cultural e arquitectónico mostra-se pelas várias povoações. Existem lagaretas do período luso-romano, pequenos lagares com uso ainda do século XVI ou XVII, mas a fachada apresenta um estilo neoclássico; a capela de Nossa Senhora de Lurdes ; os solares do Oitão e dos Picanços (Vila Pouca) – com brasão; a capela de S. Sebastião e cruzeiro, em Vila Pouca, e a capela de S. Estêvão, em Casal Bom. Durante o ano, realizam-se várias festas e romarias: S. João em 24 de Junho, S. Lourenço a 1 de Agosto, S. Sebastião a 20 de Janeiro e Santo Estêvão em 26 de Dezembro.
O lugar de S. Jorge, junto ao rio Criz, tem valor de interesse turístico, cinegético e piscatório.
A população tem ao seu dispor vários equipamentos: infantário, escola primária, posto de saúde, um Lar de Idosos e espaços desportivos como o Polidesportivo coberto e um campo de futebol de 11. Quanto à gastronomia, gosta de oferecer a chanfana de borrego e leitão assado. Desenvolve-se a agricultura, a avicultura, a silvicultura, a transformação da madeira, a construção civil e o comércio. Como actividade artesanal, a tanoaria de carvalho e castanho.
Fazem parte da freguesia de São Joaninho várias aldeias: Vila Pouca, Casal Bom, Pedraires, Lapa
fonte:wikipedia

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