Santa Comba Dão
Santa Comba Dão
A origem de Santa Comba Dão perde-se no tempo. Há vestígios na toponímia que nos levam a supôr que desde o Paleolítico estas terras seriam habitadas. Anta, um pequeno lugar na margem esquerda do Dão, teima em revelar-nos essa probabilidade. Há vestígios de ocupação Romana dispersos por vários locais: em Patarinho, na Óvoa, onde provavelmente existia uma "Villae" Romana, no Passal das Igrejas de Couto de Mosteiro ou de Treixedo. Há mesmo quem defenda que Vila de Barba tenha sido um povoado fortificado pelos Visigodos. Mais tarde, no Século X, Santa Comba era bastante povoada e os seus pequenos Mosteiros marcariam a paisagem. Mais perto de nós parece estar o ano de 1514, ano em que D. Manuel atribui foral novo a Santa Comba Dão. Hoje, a cidade, surpreende pelo conjunto do seu casario. São as casas alpendradas, as janelas floridas, ou esse admirável Largo do Rossio. E há o casario de traça fidalga: a Casa dos Arcos, antigo Solar dos Horta e Costa, Barões de Santa Comba, onde hoje está instalada a Biblioteca Municipal e os seus preciosos documentos.A Igreja Matriz, de traça Barroca, ou a Igreja da Misericórdia mandada edificar em 1740. E nas letras A.O.S. pode continuar a História. São iniciais que significam António Oliveira Salazar e que estão inscritas na pedra tumular daquele que foi Primeiro Ministro de Portugal durante 35 anos. A liberdade chegou, finalmente, com o 25 de Abril de 1974, mas o nome deste Homem que nasceu no Vimieiro, marcou irremediavelmente o destino de uma Nação, a quem a Democracia ensinou a assumir o seu passado.O Vimieiro pode bem ser o princípio, ou o fim, de uma viagem sobre cinco décadas da História de Portugal.
E voltemos à água. A água que perto de Santa Comba ganha também o nome de outros Rios, de Ribeiros e quando se torna num imenso lago azul fica então uma Albufeira.
Estamos na Região Demarcada do Dão e é a excelência dos vinhos que nos faz lembrar um desfilar de iguarias gastronómicas: o cabrito assado em forno de cozer o pão, a carne de porco, um rico fumeiro onde obrigatoriamente se devem provar a morcela, o chouriço, o salpicão, o presunto.Da terra vêm o feijão, as batatas, os nabos, as couves e tudo ficará pronto para as delícias da gastronomia beirã.

Do Melhor
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Sê bem vinda estimada Marina. Parabéns pela iniciativa. Adorei esta entrada, mui principalmente pelo seu último parágrafo... (não havia nexessidade, como diria Diácono Remédios, de me pores para aqui a salivar que nem cachorro).
Aquele abraço
Neves, AJ
(após parto um pouco complicado, A Minha Terra... Santa Comba Dão, já gatinha pelo Voz)
Quero felicitar a Marina por nos dar a conhecer a História e as histórias da nossa terra duma forma tão apetitosa.